RESUMO DAS X JORNADAS DE GINECO-ESTéTICA E CIRURGIA ÍNTIMA - BARCELONA (2017)

Uma reunião multidisciplinar abordada por especialidades médicas e cirúrgicas essencialmente estiveram presentes ginecologistas, cirurgiões plásticos, médicos estéticos, mas também dermatologistas e cirurgiões vasculares.

Houve uma abordagem estética e reconstrutiva em casos de mutilação genital feminina, no pôs parto traumático, após perda de peso, atrofia ligada ao envelhecimento ou em terapêuticas antineoplásicas ou no caso de doenças auto imunes como o líquen escleroso.

Foi proposta a existência de um conceito de sistema orgástico à semelhança dos sistemas circulatório, respiratório, digestivo e genito urinário.
Há que quebrar o estigma.
O conceito de sistema orgástico inclui o cérebro, os órgãos dos sentidos e os aparelhos genito urinário e digestivo incluídos no pavimento pélvico.

Em nenhuma altura o sistema orgástico pode ser interrompido pela dor. Há que procurar as diferentes causas que possam criar um ciclo vicioso de disfunção sexual versus ausência de sexo e mais disfunção sexual.
Não foram abordados temas de sexologia mas sim vários tratamentos dos transtornos físicos que levam a disfunção sexual.

Foi consensual que primeiro se deve corrigir o pavimento pélvico e depois o períneo e foram apresentadas várias técnicas.

Incluindo a necessidade de correção do capuz clitoridiano em conjunto com os pequenos lábios e aconselhado respeitar uma existência mínima de 1 cm de pequenos lábios além de efetuar a cirurgia de forma a não traumatizar vasos nem nervos.
Foi controverso o método apresentado de levantamento dos músculos elevadores do anus em ambulatório porque sobrepunha tecidos sem criar bordos cruentos o que poderia dar origem a existência de locas e acumulação de agentes infecciosos.

Foi abordada a necessidade de efetuar ecografia doppler abdominal pré-operatória na presença de varizes dos grandes lábios.
Foram ensinados os métodos cirúrgicos de tratamento hemorroidário de Milligan-Morgan e de Ferguson ambos com o mesmo resultado.

Foi explicado que o polêmico ponto G é o tecido esponjoso ao longo da uretra que evita a perda da urina durante o coito.

Nos métodos não cirúrgicos foi dada importância e ensinadas todas as técnicas de medicina estética usadas no rosto e outras zonas do corporais como os laser de CO2 e de Erbium-Yag e explicados por um físico os efeitos térmicos nos tecidos e os estudos já efetuados e que continuam a ser feitos num centro de Madrid utilizando elastografia e ecografia de alta resolução para confirmar os efeitos no pavimento pélvico e estudos urodinâmicos antes e após o procedimento quer intravaginal quer intra-uretral para tratamento da Incontinência urinária de esforço grau 1 e 2.

Falou se de diferentes tratamentos de lesões condilomatosas do colo, vagina, introito, grandes lábios, períneo e ânus.
Foram ensinadas técnicas de injeção de plasma rico em plaquetas, carboxiterapia, hiloterapia, tecarterapia e fatores de crescimento, acido hialurônico, ozonoterapia com ozono medico (5% O3 + 95% O2 em 100 ml de soro fisiológico) toxina botulínica, radiofrequência, Células mãe (gordura, medula óssea e cordão umbilical).

Importância da utilização de terapêutica hormonal tópica e sistêmica.
Importância dos estilos de vida e foi ensinada uma dieta com hormona da gravidez (HCG).

Necessidade de abordagem psicológica coadjuvante.
Por: Ana Lúcia Nogueira, Presidente da Sociedade Ibero-Americana de Cirurgia Íntima e Gineco-Estética. (Ginecologista / Obstetra)

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